Sábado, 8 de Agosto de 2020

Flaviana Souza

Formada em Publicidade e Propaganda (UNIBERO) e Eventos (ANHEMBI MORUMBI); estudante de MBA de Criatividade e Inovação no Ambiente Empresarial (UNICESUMAR) e de pós-graduação em Gestão Pública (FAEL); com pós-graduação em Gestão Cultural (Senac), Metodologia do Ensino de Artes (Uninter) e Educação Inclusiva com ênfase em Deficiência Intelectual; tem formação profissionalizante em Artes e Design (CDS) e Museologia (MCDB).

É trainee em Inovação na Gestão Pública no Laboratório de Inovação na Gestão do Governo do Estado do Espírito Santo. Trabalhou na área da cultura na implantação do Museu da Obra Salesiana no Brasil, em São Paulo-SP, e em Campo Grande-MS colaborou com a transferência do Museu das Culturas Dom Bosco para nova sede. Foi colunista semanal do site As Operárias.

O mínimo que se espera de alguém que tem 31 anos de idade e 29 dentro de uma instituição de ensino é que transmita um pouco do que aprendeu ao longo dos anos. Esse é o desafio do momento.

Agora pretende se disciplinar e manter essa coluna sempre atualizada. (de novo rs)

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A arte como campo privilegiado de enfrentamento do trágico e o caso Jim Carrey (I needed color)



 

A arte como cura

 

“A arte é o campo privilegiado de enfrentamento do trágico.” Essa frase de autor desconhecido sintetiza o poder que a arte tem como facilitador no processo de cura mental. entre 1905 e 1999, a Drª Nise da Silveira, psiquiatra alagoana, substituiu o tradicional tratamento com eletrochoque, isolamento e camisa de força pelo uso da arte revolucionando os tratamentos oferecidos em manicômios. A médica tinha como máxima  “Eu não acredito em cura pela violência.” Seu trabalho foi transformado no filme “Nise - O coração da loucura” com a atriz Glória Pires interpretando a Drª Nise.

Utilizando a arte visual como uma forma de terapia ocupacional, Drª Nise entregava sua face a tapa diante de uma metodologia menosprezada pela medicina convencional. A técnica do uso da arte, baseada na exploração do inconsciente – caminho de expressão não verbal, próprio para transtornos de ordem psíquica –, é referência até hoje no Brasil e no exterior.

Graças ao trabalho da psiquiatra, foram revelados grandes nomes das artes plásticas, como Emydgio de Barros, Raphael Domingues, Lucio Noeman e Fernando Diniz. E o trabalho foi coroado com o surgimento do Museu da Imagem do Inconsciente, fundado em 1952. De fama internacional, o espaço expõe os trabalhos dos pacientes da Drª Nise e possui mais de 350 mil obras em seu acervo.

A depressão também é um transtorno mental e afeta 4,4% da população mundial e 5,8% dos brasileiros, segundo dados da OMS. É tratável, porém, há muita relutância em aceitar ser diagnosticado com a doença. Faz parte da prescrição médica encontrar uma válvula de escape e fazer arte se enquadra nessa posologia.



O caso Jim Carrey (I needed color)

 

Cathriona White, ex-namorada do ator Jim Carrey (para mim um dos maiores comediantes de Hollywood na atualidade), se suicidou em 2015 e o ator tomou para si a culpa pela morte da amada (com a ajuda da mãe da garota que o responsabilizou, judicialmente, por negligência) e pausou a carreira artística, pela menos a cinematográfica.

Desde criança, Carrey dividia seu tempo entre encenar, escrever e desenhar, mas foi de seis anos para cá que passou a pintar e esculpir como forma de “curar o coração”. Sentindo-se culpado pela morte da Cathriona, diz que a arte o ajudou a perdoar a si mesmo. A sua evolução como artista plástico acompanhou a evolução de sua cura. Prova dessa evolução é a percepção de que suas pinturas estavam muito sombrias e que o turquesa havia se tornado uma cor trivial para sua obra. “Dá para saber o que eu amo pelas cores das pinturas. dá para saber como é minha vida íntima pela obscuridade de algumas. E dá para saber o que eu quero pelo brilho dos quadros.” de novo, arte como expressão e comunicação. (Jim Carrey em I needed color)

I need color, é um documentário lançado esse ano que traz o Jim carrey artista plástico ao conhecimento do público.  No vídeo o ator demonstra como a arte atua como linguagem de expressão. Confessa não vê-la como uma forma absoluta e justificável a todo momento. “Eu não sei o que a pintura me ensina, eu sei que ela me liberta. Me liberta do futuro, me liberta do passado. Me liberta do arrependimento, me liberta da preocupação.”(Jim Carrey em I needed color)

Quando se utiliza da arte como cura para uma enfermidade, descobre-se que não é o autor que conduz a criação, mas a obra que imprime o autor em suas cores e formas. “(...) você nunca sabe o que uma escultura ou pintura significa em sua totalidade. Você acha que sabe. Na maioria das vezes eu começo com um plano e então, um ano depois, eu percebo que a pintura estava me dizendo o que eu precisava saber de mim mesmo no ano anterior.” (Jim Carrey em I needed color)

Abaixo o documentário I needed color disponível no Youtube.

 

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Jim Carrey e sua arte

 

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