Terça-Feira, 17 de Setembro de 2019

Dhian Carlos Thierizi

Dhian Carlos é um jardineiro iniciante.

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A Copa do Mundo é minha



Eles não estavam usando armas de fogo. Como poderiam? Não esperavam reação alguma.

Covardes que se aproveitavam da letargia de noites mal dormidas, bebedeiras e fome. Um grupo de lunáticos que andava pela cidade estraçalhando os últimos traços de humanidade dos mendigos. Era tempo de Copa do Mundo e eles aterrorizavam usando máscaras de jogadores famosos.

Quem jogou gasolina no meu esfarrapado cobertor foi o Messi. Rápido e habilidoso como o próprio jogador. Como ele nunca teve lesão no joelho, acertei os dois dele. A distância era curta e minha automática não encontrou dificuldades. Ele berrou surpreso ao mesmo tempo em que caia. O segundo melhor do mundo tinha sido o primeiro.

O Pirlo era o responsável por lançar o isqueiro. Meio campo de excelentes passes e lançamentos, provavelmente não erraria. Mas eu já estava de pé e sem a coberta. Lento como o próprio jogador, provavelmente se perguntava por que diabos um mendigo estava armado. Não usei minha arma. Ele deixou cair o isqueiro no chão assim que seu abdômen foi atingido por minha potente canhota. Curvou-se e sua boca eliminou uma mistura de baba, cuspe e vômito. Nesse momento, meu joelho, perfeitamente saudável e rígido, acertou em cheio seu nariz. O sangue escorreu tão apaixonado e vibrante quanto à torcida italiana. Pirlo e sua bela barba fora de combate.

Quando me virei, levei um forte soco no queixo. Era o Cristiano Ronaldo que tinha me acertado. Desde sempre, um excelente arrematador. Tonto, me arrastei lateralmente e segurei seu pé, que estava confortavelmente protegido por um Nike e que vinha sedento para dar o chute final.  O pé de apoio ficou solitário e foi presa fácil para receber uma rasteira. Ele não sabia que eu era um excelente defensor. Caiu. Tentou se levantar. Ajustei o meu corpo e a sola do meu sapato acertou sua cara quando ela se descolava do chão. Vi que amassei um pouco o seu topete, mas isso já não era problema, ele precisava urgentemente de substituição.

O último elemento da gangue corria velozmente tentando se afastar do massacre. Minha automática tinha ganhado um teste mais difícil. Ajustei a mira e acertei um pouco acima do seu traseiro. Quando fui ao seu encontro, vi que era o Neymar. Correndo e caindo daquele jeito, não poderia ser outro. O bastardo perderia o restante da Copa. Talvez tenha sido a última vez que correu.

Chamei uma ambulância. Liguei para o distrito. Tinha me disfarçado para observar a ação do grupo e pedir reforço. Mas fui o escolhido da noite, não havia outra saída.

Aquela respiração de dever cumprido encontrou o horrível cheiro do meu corpo, talvez não devesse ter levado a caracterização tão a sério.

Uma cerveja gelada e um bom banho era o que eu precisava.

Em primeiro lugar, a cerveja.

 










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