Domingo, 3 de Julho de 2022

Selmai de Souza Ourives Biazão

Selmai de Souza Ourives Biazão, professora de Português, é graduada em Pedagogia e Língua Portuguesa e pós-graduada em Psicopedagogia Institucional (defensora ferrenha da Educação Inclusiva), Educação Física Escolar (sempre apostando na Dança Aeróbica) como um dos melhores tipos de esporte), Ensino da Arte (apaixonada pelas Arte Cênica) e Ensino da Língua Inglesa (na intenção de ser bilíngue fluente). Ex-colunista do Portal Educação, a mesma docente está, atualmente, se especializando em Jornalismo Digital (apaixonada por tudo que se relaciona à área da Comunicação e aproveitando o ensejo de ser graduada em Língua Portuguesa) e Gastronomia Contemporânea (adepta da alimentação saudável, sempre!). Possui, também, formação pelo Programa Gestão da Aprendizagem Escolar (GESTAR II - L.P.). Com experiência de um ano como Coordenadora Pedagógica, zela, sempre, pela sua formação contínua, inclusive, se dedicando à realização de significativos cursos livres. Possuidora, ainda, de formação técnica em Fotografia, a professora Selmai pretende fazer Mestrado em Comunicação e Linguagens, lembrando que, devido a amar a leitura e escrita, faz serviços de freelancer (como redatora e revisora de textos), e escreve contos, cordéis, poesias, poemas, paródias,
assim como compõe letras de músicas. Selmai também é dona de certificados de própria autoria.

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A Dança como prática primordial e como um dos focos da Educação Física



Temos que concordar que saúde e qualidade de vida são, mesmo, essenciais. Aliás, isso, incontestavelmente, é algo inegável e, sob essa perspectiva, qualquer "sacrifício" em prol desse alcance é, mesmo, plausível. Todavia, por sua vez, a busca acirrada por uma estética física impecável, no intuito de tentar atender ao estereótipo da "perfeição", nos impulsiona a muitos sacrilégios “intoleráveis", sobretudo, no que concerne à nossa educação física. Na verdade, nem tudo que é dito como modalidade desse tipo de educação nos atrai e nos convence; e não podemos, jamais, negar que a educação física deve, especialmente, estar pautada no conforto e na agradabilidade.

Sabemos que a cultura do movimento, nestas épocas contemporâneas, está, cada vez mais, em alta, até porque, de fato, nos dias atuais, vivemos em busca dessa saúde e dessa qualidade de vida que, plausivelmente, são tão apregoadas. Por sua vez, e como já dito em outras palavras, a “ditadura da beleza” valoriza exageros e, nesse contexto, impele as pessoas a cumprirem rigores exorbitantes, tudo em prol da estética supramencionada, quando, por isso, movimentos passam a ser utilizados de modo extrapolado.

Entretanto, no que tange a treinos físicos, existem “rigores”, envolventemente, agradáveis, nos premiando com a alternativa de fugirmos daqueles exercícios físicos mais "judiadores" - se assim pode-se dizer. São os movimentos corporais da Dança. Não se contesta que, quando se trata de educação física, falar em dança é muito animador, lúdico, dinâmico. E sabe por quê? Porque dançar é primordial!

A propósito, o homem primitivo dançava por inúmeros significados: caça, colheita, alegria, tristeza, exorcizar um demônio, casamento, homenagem aos deuses, à natureza etc. O homem dançava por tudo o que tinha um significado (Verderi, 2009, p. 25), sempre em forma de um ritual. Podemos dizer que a dança é a arte mais antiga que o homem experimentou e a primeira arte a vivenciar com o nascimento. E como tal, o homem e a dança evoluíram juntos nos movimentos, nas emoções, nas formas de expressão e na arte de transformar os seres deste mundo.

Nesse contexto, hoje não seria um exagero afirmar que todas as pessoas gostam de dançar. Sacudir o corpo, especialmente, ao ritmo de uma música agitada, é muito eloquente, convidativo, sedutor, hipnótico. É algo tão envolvente que pode, maravilhosamente, se tornar uma atitude diária, corriqueira, entremeada e permeada pelo prazer. Aliás, a dança pode até ser vista como aquela atividade física que nunca se realiza por obrigação. E por que seria por obrigação se nos envolve completamente, corpo, mente, alma e coração? Aliás, seus benefícios são, realmente, para revigorar o corpo e a mente!

É, mesmo, incontestável a suma importância dessa modalidade de movimento corporal como um dos diversos componentes que estruturam a área da Educação Física. A propósito, a dança se configura num dos elementos que mais se destacam na cultura corporal. E, também, não podemos nos esquecer de que se trata, ainda, de um excelente mecanismo para conhecimento e compreensão das diversas manifestações culturais que, ao longo do tempo, foram tecidas.

Dessa maneira, por ser um marcante destaque da atividade física, a dança sustenta, realmente, melhoria na saúde dos sujeitos, se configurando, de fato, como supracitado, num dos elementos que mais se mostram na cultura corporal, justamente porque, enquanto atividade física, tem muitos benefícios: melhora elasticidade muscular, melhora movimentos articulares (Szuster, 2011, p. 29), diminui o risco de doenças cardiovasculares, problemas no aparelho locomotor e sedentarismo, reduzindo o índice de pressão.

E o bom, o ótimo, o excelente, o espetacular é que a dança nos concede a liberdade de escolher espaços diversificados e, até, inusitados, para sacudir o esqueleto! Podemos, por exemplo, estar fazendo uma faxina e incrementar e intensificar os variados movimentos desse momento - que poderia ser, apenas, enfadonho e cansativo - colocando aqueles nossos balanços prediletos e efetivando sacolejos, realizando mímicas corporais, e, assim, nos apresentando e representando num palco estruturado pelo ritmo e pelo envolvimento nos movimentos. Isso mesmo: dançar é, de fato, apresentar... apresentar, dentro da cultura corporal, movimentos corporais! E representar... representar através do cênico, da gestualidade, comunicando alegria, euforia, deleite, dinamismo, ludicidade e envolvimento, ressaltando, sob esse prisma, importantes linguagens!

Assim, maravilhosamente, dançar é arte, é nos expressarmos com os movimentos, com o jogar do corpo para aqui, para acolá, de maneira espontânea, descompromissada, informal. É suarmos alegria, transpirarmos felicidade e sentirmos os limites respeitáveis do nosso corpo, inclusive, em muitos casos, sem a tensa obrigação do acerto, afinal, a cultura corporal do movimento se faz, também, na nossa subjetividade, originalidade e criatividade, nessa tríade natural e não planejada. Podemos nos pesquisar e montar uma boa e original coreografia quando conhecemos os nossos - de fato, respeitáveis - limites corporais, assim como o nosso querer, isto é, a involuntariedade dos nossos movimentos.

Então, que decifremos o nosso ritmo musical preferido, assim como os nossos movimentos mais facilitados e confortáveis! E, especialmente, que deixemos que o nosso corpo crie a sua própria coreografia! Esqueçamos a timidez e a vergonha, nos soltando e nos deixando levar, realizando, assim - com extremo cuidado, sensatez e aquele mesmo respeito para com os limites do nosso corpo, o qual já foi, muito bem, enfatizado -, os nossos treinos físicos, os quais podem ser diários e frequentes, afinal, nem sempre todos gostamos ou podemos estar na academia, mas, necessitamos nos movimentar muito mais do que já fazemos nas demandas cotidianas!

A propósito, em um país onde os problemas “obesidade” e "sobrepeso", infelizmente, são operantes, zelar para ter saúde e qualidade de vida é mais que uma obrigação, e, assim sendo, a dança, haja vista os ritmados movimentos corporais, com certeza, ajuda, imensamente, na perda de peso, incluindo o favorecimento da frequência cardíaca, oferecendo benefícios às articulações e garantindo tonicidade à musculatura esquelética. E, ainda, é um momento de prazer, afinal, libera endorfina, a qual, por sua vez, se configura numa importante substância do deleite, quando, assim, trata-se de uma forte aliada da saúde mental, contribuindo, mesmo, com corpo, mente, alma e coração.

Na verdade, dançar é tão bom que esse exercício é indicado para todas as faixas etárias. Já está mais do que comprovado que a idade não é um fator impeditivo para os dançarinos (CiaAthletica, 2014, p. 2), que desejam ingressar no maravilhoso universo da dança. Desde os mais jovens, até os mais velhos, podem – e devem – se render a essa prática. Cabe aos profissionais adaptarem os passos às limitações físicas do aluno. Vale destacar que a dança é um dos exercícios físicos mais democráticos e flexíveis. Há uma infinidade de ritmos e coreografias a serem explorados. Justamente por isso, qualquer pessoa pode investir nessa atividade, nem que seja no básico “dois pra lá, dois pra cá”. 

Dançar é, de fato, mexer o corpo e exercitar a mente, isso incluindo, obviamente, o usufruto de um determinado e delicioso ritmo musical. Existem "n" possibilidades para tanto. Sem dúvidas, dá para citar uma infinidade de danças, a exemplo do ballet, zumba, sh´bam, dança de salão, sapateado, jazz, forró, body jam, samba, funk, street dance, fast dance, dança do ventre etc. Assim [...] existem muitos ritmos a serem explorados (Campos, 2019, p. 1), por isso qualquer pessoa pode começar a dançar. [...].

A bem dizer [...] são tantas modalidades [...] de danças [...] que nem dá para listar. Mas, todos os estilos [...] possuem algo em comum: fazem super bem à saúde. Pode acreditar! A dança traz muitos benefícios (CiaAthletica, 2014, p. 1), dentre eles, o aumento da flexibilidade, o aprimoramento da coordenação motora, a melhora cardiorrespiratória e também a otimização do condicionamento aeróbico. [...].

Portanto, vamos, sempre, nos mexer, nos movimentar ritmados pela música... Enfim, vamos dançar!!

 

      

 REFERÊNCIAS

 

CAMPOS, Cássia Brites de. Dia internacional da dança. Disponível em: http://www.planvale.com.br/vida-saudavel/1507/dia-internacional-da-danca.  Acesso em: 28/06/2019.

CIAATHLETICA. A importância da dança como atividade física. 2014. Disponível em:  https://ciaathletica.com.br/blog/a-cia-athletica/modalidades/a-importancia-da-danca-como-atividade-fisica/.  Acesso em: 27/06/2019.

SZUSTER. Estudo qualitativo sobre a dança como atividade física em mulheres acima 50 anos. 69 f. (Monografia de Bacharel em Educação Física) Porto Alegre - RS. 2011.

VERDERI, Érica. Dança na escola - uma proposta pedagógica. São Paulo: Phorte Editora, 2009.

 

 

 












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