Quarta-Feira, 20 de Outubro de 2021

Daniel Marx

Escritor, jornalista, apresentador, roteirista e cineasta
Membro da (AILB) Academia Internacional de Literatura Brasileira e Membro da (AIL) Academia Independente de Letras

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A fragilidade de um governo e de seu exército em um fiasco de desfile de poder



Foto: Gabriela Billô/ Estadão Conteúdo

 

A derrocada de um exército sucateado, foi o que o Brasil mostrou ao mundo na última terça-feira, dia (10/08)

A força e o apoio dos militares, que o presidente da república Jair Bolsonaro, queria mostrar para a Câmara dos Deputados no dia da votação da Proposta da Emenda à Constituição (PEC) que tinha como intuito a aprovação do voto impresso, não passou de tempero para alimentar as redes sociais e esquentar as piadas da semana dos brasileiros.

O que temos acompanhado nos últimos dias, é uma verdadeira batalha de egos entre os poderes da república.

O presidente desafiando o Supremo Tribunal Federal (STF) e seus ministros. Este por sua vez respondendo a altura com declarações duras e até o cancelamento de uma reunião entre os chefes dos poderes.

A CPI da Covid-19, vem atirando para todos os lados na esperança de atingir um tubarão, mas até agora tem acertado apenas em sardinhas.

Existe de fato uma crise institucional que não é boa nem para o Brasil e nem para os brasileiros.

Os líderes do país estão mais preocupados com as eleições de 2022, e com quem aparece mais, do que com a imagem já tão desgastada do Brasil, ante ao mundo.

O desemprego cresce a cada dia, a fome voltou a assolar parte da população, os bens e consumos tem aumentado a todo o momento, o salário não acompanha a inflação, e o Ministro da Economia, Paulo Guedes, continua vivendo em seu mundo de faz de contas.

Estamos em um dos momentos mais críticos que a nação brasileira já viveu.

O presidente Bolsonaro se apoia em um grupo de militares que antes dominava boa parte de seu governo, mas que vem sendo descartado a cada dia que passa. E tomando como exemplo os países da própria américa latina, como Venezuela e Cuba, a qual ele tanto criticava, mas que seus líderes perduram até hoje no poder graças ao exército.

O governo que prometia ser um líder transparente, vem colocando sigilo em qualquer ação que possa atingi-lo, ou a alguém da sua família.

E com tudo isso, é o povo quem está no olho do furacão e é esse povo já tão sofrido que vai pagar a conta no final disto tudo, mesmo que não consigam pagar nem sequer a própria luz.

 












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