Domingo, 21 de Julho de 2019

Victor Barboza

Victor Barboza é fundador da GFC - Gestão Financeira Criativa e atua com Educação Financeira e Gestão Financeira de pequenos negócios

Ver todas as colunas

A Guerra das maquininhas de cartão



Você costuma andar com muito dinheiro na sua carteira ou na sua bolsa? Cada vez mais, as pessoas estão deixando de andar com elevados valores em dinheiro e optando por levar seus cartões.

O Brasileiro e seu Dinheiro

De acordo com o estudo “O Brasileiro e sua relação com o dinheiro – 2018”, feito pelo Banco Central, os estabelecimentos comerciais viram seus recebimentos diminuírem na forma de dinheiro e aumentarem na forma de cartão. Em 2013, 57% das vendas eram em dinheiro, contra 39% no cartão. Em 2018, as vendas em dinheiro caíram para 52% contra 46% no cartão.

Em relação ao volume financeiro recebido em cada modalidade, a relação também é similar. Em 2013, 55% do volume de pagamentos era em dinheiro, contra 40% no cartão. Em 2018, o volume em dinheiro caiu para 50% e o volume no cartão subiu para 45%.

Esses números mostram a importância do estabelecimento comercial entender seu público e oferecer as formas de pagamento que este está mais disposto a escolher. Com a redução da opção pelo dinheiro, deixar de vender no cartão pode significar perda de vendas.

Débito ou Crédito?

Por outro lado, quem tem ou já teve as tais “maquininhas de cartão” sabe que elas acabam trazendo taxas por trás. Primeiramente, podem existir os custos para adquirir ou alugar o equipamento. Na sequência, ao fazer as vendas por elas, o comerciante não recebe mais 100% do valor da venda, pois uma comissão acaba ficando para a maquinha, por fazer essa intermediação.

Essas taxas acabam variando em função da forma do pagamento. A taxa mais baixa é na opção de débito. Na sequência vem a taxa de crédito à vista. Conforme aumenta-se o número de parcelas oferecidas ao cliente, aumenta-se o valor que será pago em taxas. E por fim, há ainda a opção da antecipação dos recebíveis, o que pode acarretar em mais uma taxa.

Todas essas taxas não são por acaso. Para entendê-las, vale relembrar da relação Risco x Retorno. Em finanças, conforme maior o risco tomado, maior o retorno esperado. Uma venda a débito acaba sendo uma transferência automatizada, da qual o dinheiro que o cliente tem em sua conta corrente vá para o estabelecimento. Caso o cliente não tenha dinheiro em sua conta, o cartão nem passa. Justamente por isso esta modalidade tem a menor taxa, que acaba sendo muito mais uma taxa pelo serviço.

Já o cartão de crédito é uma modalidade na qual o cliente recebe um limite de crédito do banco (como se fosse um empréstimo), e, em 30 dias, ele tem a obrigação de pagar esse limite utilizado. Se o pagamento deste limite for feito neste prazo, o consumidor acaba tendo um empréstimo sem juros, já que não precisará pagar juros algum pelo uso do dinheiro do banco. Agora, caso ocorra o atraso ou não pagamento do valor total desse limite utilizado, começam a incidir os juros.

Portanto, pagando-se pelo cartão de crédito, há um risco maior envolvido, por isso as taxas das maquininhas começam a subir. Conforme aumenta-se o número de parcelas, o risco vai se elevando, e por isso, as taxas caminham na mesma direção. E a antecipação representa o recebimento de um valor que a maquininha nem sequer recebeu ainda, mas ela acaba fazendo um empréstimo desse valor ao seu cliente, cobrando uma taxa por esse serviço.

Entendidas as taxas, o estabelecimento deve levantar tais taxas e utilizá-las no cálculo de seus preços, para que não trabalhe no prejuízo. Justamente pelo desconhecimento ou pela dificuldade na formação de preços, muitos estabelecimentos acabam arcando com os juros, e, no resultado final do negócio, podem estar vendendo no prejuízo.

Crediário no cartão

Para mudar um pouco esse cenário, em março, foi anunciado que os bancos passarão a oferecer uma nova linha de parcelamento no cartão de crédito. A ideia é de substituir o crediário sem juros, praticado pelos lojistas quando estes fazem as vendas parceladas, por um crediário por juros, inclusive com prazos mais longos.

Caberá ao consumidor escolher qual forma de parcelamento ele deseja, no ato da compra, pela maquininha. Estas possibilitarão a simulação das taxas e prazos. O risco da operação ficará com o emissor do cartão.

Do ponto de vista do consumidor, é importante entender essa nova opção, e, escolher a que pesará menos no seu bolso tanto no mês atual quanto nos próximos meses, lembrando que além de olhar o valor da parcela, deve-se ver quanto de juros será pago no total.

A Guerra das Maquininhas

Basta sairmos às compras que vemos a quantidade de marcas e modelos de maquininhas que existem. O movimento das Fintechs acabou trazendo vantagens para esse segmento das maquininhas também, que antes ficava a mercê de três grandes players.

Com o aumento da concorrência, o resultado acaba sendo benéfico para todos os usuários: tanto os estabelecimentos, que recebem pagamentos por essa modalidade, quanto para os consumidores.

O aumento do número de opções pode gerar dificuldade na hora do estabelecimento escolher qual a melhor maquininha para o seu negócio. Para facilitar essa escolha, é importante levantar quais são as taxas e prazos de cada uma delas, e, verificar o que os usuário estão achando do equipamento e do serviço. Para facilitar essa pesquisa, o Reclame Aqui acaba mostrando a opinião e os principais problemas dos usuários, e, o portal Educando Seu Bolso tem um simulador das taxas que são praticadas, de acordo com o faturamento do negócio.

Frente ao aumento da concorrência, as maquinhas precisam se posicionar e tomar estratégias para manter e aumentar o número de clientes. N semana retrasada, a primeira delas que teve uma estratégia marcante foi a Rede, que anunciou que irá zerar as taxas de antecipação de vendas no cartão de crédito à vista. Na sequência, a Safrapay anunciou que não só as taxas de crédito à vista, mas que todas as suas taxas de antecipação serão zeradas. A Getnet, em contrapartida, resolveu reduzir a taxa cobrada nas vendas no débito e crédito à vista. E a Pagseguro resolveu possibilitar aos seus clientes o recebimento imediato de pagamentos no débito e no crédito à vista. E a Cielo, ainda a detentora do maior número de clientes do segmento, vem sentindo na pela esse aumento da concorrência, com redução nos resultados. Frente a isso, a empresa também passou a oferecer a opção de pagamento instantâneo para a conta digital.

Todas elas estão se mexendo, e isso, para os clientes, só tende a ser positivo. E agora, quais serão as cenas dos próximos capítulos?










Imóveis em São Roque

Apartamentos

Áreas Industriais

Casas

Chácaras

Comercial

Condominios

Fazendas

Haras

Sítios

Terrenos

Anuncie seu Imóvel

Além de consumir o serviço de Aluguel de louças para festas.

Quando se pensa na realização de um evento social, seja ele uma festa familiar ou uma recepção empresarial,Aluguel de louças, a preocupação com a aquisição dos pratos, talheres e outros equipamentos a serem usados é grande. Além de consumir bastante tempo, o custo e a logística de obtenção dos mesmos é significativa.

Aluguel de louças para festas Moema, a preocupação com a aquisição dos pratos, talheres e outros equipamentos é significativa.



Dogus Comunicação

Sobre a Dogus Comunicação  |   Política de Privacidade  |   Receba Novidades  |   Acesse pelo Celular

Melhor Visualizado em 1200x900 - © Copyright 2007 - 2018, Dogus Comunicação. Todos os direitos reservados.