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Sexta-Feira, 19 de Julho de 2019

Ângela Schiezari Garcia

Educadora física; fisioterapeuta; osteopata;
radiestesista genética; microfisioterapia em formação.
Terapeuta de self-healing,leitura biológica, pós-graduada em ginástica postural corretiva,em fisiologia do exercício e em personal training.
Estágios:
* Laboratório do Comportamento Motor da Escola de Educação Física e Esportes da USP.
* Condicionamento Físico e Reabilitação Cardiovascular na Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do INCOR HC – FMUSP.
Escritora, com livro de poesias "A Real Dualidade", publicado em 2007.

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Amigo é para Sempre: Celso Bussolini



AMIGO É PARA SEMPRE: CELSO BUSSOLINI

Amigos são especiais e as lembranças profundas, engraçadas e até tolas permanecem, mesmo sabendo que o único momento existente é o presente. Também é preciso ser muito desprendido e iluminado para esquecer detalhes pitorescos de cada um dos companheiros que passaram por nossas vidas.

Lembro-me  de que aos 16 anos de idade, eu, o Celsinho e o Teco participamos de um bingo beneficente no São Roque Clube, em meados de novembro. Vibramos de alegria quando a nossa cartela foi premiada com o valor em dinheiro. Na época, talvez o correspondente a R$600,00.

Assim, animados e muito eufóricos, eles traçavam os planos de encontrar com amigos no boteco para a cervejada, até que eu os lembrei da proposta inicial, de “jogar” com o intuito de arrecadar fundos para a confecção das cestas de Natal daquele ano.

Em todos os finais de ano, a minha casa era ponto de encontro da turma para os ensaios do coral, para conversas e jogos na rua e também para as festas natalinas e de Ano Novo.

Depois daquele “balde de água fria”, cada um resolveu fazer a sua parte e passamos aos preparativos previamente combinados. Além do valor arrecadado iniciamos a coleta de jornais, vidros e sucata, a serem vendidos no ferro velho, para o mesmo fim. Celsinho e Teco arrecadavam materiais na casa dos avós, familiares e amigos e eu os ajudava. Colocávamos tudo o que era arrecadado em cestas adaptadas nas bicicletas e passávamos horas, de um lado para outro. Muitas risadas, tombos, pneus furados, passeios, reclamações e conversas.

Esta foi a diversão do período das férias escolares que antecedeu o Natal: vender materiais, pesquisar melhores preços, comprar a granel, arrumar  embalagens e preparar as cestas. Aprendi com meus avós Mário e Maria uma das lições mais importantes e a carrego comigo: o valor da verdadeira caridade, não aquela material exclusivamente, mas aquela que se pratica com o coração repleto de amor.

Depois de montadas as cestas, oramos e fomos entregá-las nos bairros pobres da região, pedindo a Deus que nos mostrasse os locais e as pessoas mais necessitadas. Paramos em vários bairros, conversamos com os idosos, brincamos com as crianças e parecia que tínhamos cumprido a tarefa daquele ano.

Mas ainda faltava uma cesta a ser entregue...

Noite do dia 24 de dezembro, cansados e quase desanimados por não achar o último destino para a abençoada entrega, percorremos as ruas desertas até avistarmos um beco. Lá estava um homem barbudo, magro e com roupas surradas, caído. Quase não conseguíamos vê-lo e naquela hora senti um pouco de medo.

Olhamos um para o outro e seguimos na direção do senhor. De mãos dadas, corações disparados, nos aproximamos lentamente. O homem dizia estar com fome e frio. Passamos algum tempo conversando com ele, que em lágrimas nos descreveu sua história de vida e as situações difíceis e inesquecíveis, pelas quais havia passado. Juntos choramos de emoção por estarmos no lugar certo, na hora certa e sobre a lição que jamais seria esquecida. Aliás, considero esse o maior presente de Natal recebido naquele ano...

O tempo passou, cada amigo seguiu seu rumo. Tivemos outras experiências, fases de estudos, trabalho árduo, separações, filhos, com alegrias e tristezas, mas sempre quando nos encontrávamos aquela chama brilhava em nossos olhares, pela cumplicidade de valores tão profundos e verdadeiros.

Quando soube do falecimento do Celsinho, a primeira imagem que me veio à mente foi a lembrança dessas cenas e de tantas outras igualmente marcantes.

A vida é eterna, os amigos também. Transferimo-nos para outras dimensões em estágios de aprendizagem e tudo de bom é o que segue em nossa bagagem. Aprendemos a nos desapegar para reduzir o sofrimento aqui na Terra e ao mesmo tempo, a festa agora será para aqueles que o receberam lá nos Céus.

Deixo aqui uma das músicas que ele gostava de ouvir, com cuja letra ele me presenteou:

RODA VIVA 

(de Chico Buarque de Hollanda)

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu…

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração…

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá…

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração…

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou…

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá…

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração…

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou…

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá…

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas rodas do meu coração.

 

 

Eternamente...

 

Ângela

 










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