Quinta-Feira, 6 de Maio de 2021

Victor Barboza

Victor Barboza é fundador da GFC - Gestão Financeira Criativa e atua com Educação Financeira e Gestão Financeira de pequenos negócios

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As 3 Leis da Educação Financeira



Falar apenas de dinheiro não é suficiente para que uma pessoa possa ter uma vida melhor. Não adianta nada fazer uma elaborada carteira com os mais seletos investimentos se a pessoa não se comprometer, mensalmente, a ter uma vida financeiramente equilibrada. Na Engenharia, estuda-se muito as famosas leis da Termodinâmica, que possuem a finalidade de definir características de todos os sistemas termodinâmicos, auxiliando cálculos e raciocínios.

Podemos fazer um paralelo com as finanças pessoais, buscando “leis” que sirvam para contribuir, através da definição de princípios básicos, na saúde financeira de qualquer indivíduo. Vamos enuncia-las então:

1) Lei do Equilíbrio

Para que haja equilíbrio financeiro, não se deve gastar mais do que arrecada. Caso essa lei não seja respeitada, ocorre o cenário do endividamento, situação na qual o sujeito precisa tomar dinheiro emprestado de terceiros e arcará com juros (ou aluguel) em cima deste valor, o que caracterizará a saída do estado de equilíbrio.

 

 

2) Lei da Entropia Financeira

Na Engenharia, define-se a entropia como uma grandeza que mensura o grau irreversibilidade de um sistema, mostrando que o estado natural das coisas é a desordem. Em finanças é a mesma coisa, uma vez que nosso dinheiro não for organizado e controlado, seu estado natural é a desordem. Uma situação muito típica é a que acontece com os pequenos empresários, que acabam não separando seu dinheiro pessoal do dinheiro da empresa, formando uma grande bagunça.

 

3) Lei da Transformação

Lavoisier criou o princípio da conservação de massas, na qual mostrou que na natureza nada se cria, tudo se transforma. Em finanças, o paralelo pode ser visto com investimentos. Para se ter investimentos com bons retornos, é preciso estratégia e muitas vezes aumentar o grau de risco. Quando aparecem investimentos “sem risco algum” e com “alto retorno”, é algo que devemos suspeitar, uma criação da cabeça de algum “espertão”. Na maioria dos casos, precisamos ter nosso dinheiro trabalhado com o tempo para ser “transformado” em um montante maior.

 

Porém, podemos dizer que a Engenharia tem uma grande diferença com nossas finanças. A primeira consiste basicamente numa ciência exata. A segunda, apesar de ser totalmente relacionada com números e sustentada pela matemática financeira, depende muito de comportamentos e hábitos para que seja positiva.

E quem pensa que criar um novo hábito é muito simples, aí é que se engana. Recomendo a leitura do livro “O Poder do Hábito”, do repórter do New York Times Charles Duhigg. O autor pesquisou por duas décadas como os hábitos funcionam e como podem ser transformados. Pode-se dizer que os hábitos existem como uma forma do nosso cérebro poupar esforços, é um padrão natural que a própria Psicologia Econômica também estuda. A grande dificuldade é na mudança de hábitos, pois isto exige muita disciplina e dedicação. É preciso ter em mente qual é a deixa para o novo hábito, para que este seja uma repetição de padrões comportamentais, com uma recompensa claramente definida. Essa transição entre deixa, rotina e recompensa é o loop do hábito:

Pensando em hábitos ligados às finanças, maus hábitos são aqueles que podem nos levar ao endividamento, que acabará trazendo não só problemas ao nosso bolso, como também possibilidades de problemas familiares e doenças. Hábitos como o consumismo compulsivo, a falta de criação de reservas financeiras, entre outros, devem ser substituídos por hábitos que visam nosso bem-estar, presente e futuro também.

Portanto, para uma vida financeiramente equilibrada e que caminhe em direção à prosperidade, é preciso ter um grande equilíbrio entre o lado racional das finanças (cálculos, registros e controles), como também um lado mais emocional (hábitos de economizar, poupar e investir).










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