Quarta-Feira, 1 de Dezembro de 2021

Thales Kroth de Souza

Thales Kroth de Souza é profissional de serviços financeiros, Tecnólogo em Gestão Financeira pela Unisinos, Técnico em Contabilidade, Bacharelando em Administração, Colunista em sites sobre finanças, tecnologia e relacionamentos.

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Bullying corporativo coletivo, o outro lado da moeda



Bullying corporativo: fuja disso!

Apesar de que pode ser realizado de forma intencional e repetitiva, o bullying corporativo não se parece tanto quanto o tradicional bullying discutido em salas de aula. A questão envolvida por adultos é diferente e tem um outro gosto se não ser levado tão a sério pela contenção de responsabilidade, crença de tempo e consequências advindas de um mal-estar oportuno, esse bullying representa um aperfeiçoamento na maldade nos últimos tempos. A conviência difícil misturada com sentimentos adversos provocam choques dentro das organizações nunca antes visto.

Apesar de não se saber sua origem, o bullying corporativo tem asas, cor e machuca. Ele pode pressionar por resultados inexistentes, incongruências de departamentos, cores que não existam ou desrespeito com a diversidade, machucar e machucar. Um ciclo vicioso para que o profissional faça alguma coisa, mas como ele é educado a pensar antes de fazer como adulto, o trabalhador normalmente não leva questões similares adiante e o peso tem a sua medida: inicialmente, não faz nada.

Já dizia-se que quem cala consente, engana-se. O silêncio é uma das formas mais aceitáveis para o mal. O bullying corporativo aproveita-se disso. Seus efeitos estão desde o causamento de dor ao colega de trabalho, até pressões psicológicas desnecessárias para baixar sua autoestima, fragilizá-lo de alguma forma. Esse aspecto que trás uma atenção diferenciada deixa vestígios internos e a pessoa pode ter duas indicações e até mais como: ficar cada vez mais reprimida até começar sofrer leves ou médios abalos, andar triste, mais depressiva; ou ainda, ficar agressiva fora do local de trabalho e perder a paciência mais facilmente por conta de tratamentos no trabalho; ou ainda, não fazer nada, a pressão aumenta, e ela segue o sofrimento com pesar. Nenhuma dessas escolhas são bem-sucedidas.

Realmente, não há como medir as consequências e cenários para o bullying corporativo, mas o princípio de dor é difícil de ser observado e seu resultado não é doce.

Um tratamento que pode ocorrer é a indiferença da equipe de trabalho, que é um dos piores casos para o tema, pois além de quebrar a moral individual do indivíduo deixa-o sem clima, sem reação para conseguir impor alguma revelação do que está acontecendo. Notícias podem circular, fake news, mesmo que sejam falsas ou verdadeiras, os riscos para sua produtividade começam a carecer depois de determinado período de abalo. Considerado invisível para diversas organizações e perigosas quando se toca no assunto, a prática do bullying corporativo é desumana e incomodativa.

O ser humano é comparativo por natureza. Desde pequeno, ele interpreta o seu tamanho pelo mundo ao brincar no jardim, ao aprender letras na escola; quando mais velho, a compreender o seu relacionamento com amigos e escolher identidades e gostos; quando adulto, outros momentos são comparados (carreira, saúde, dinheiro, patrimônio, valor, status, etc) e o deixam inseguros ou mais competitivos.

Algumas pessoas são mais do que outras. Não é um defeito, a questão é como aplica-se na sua rotina. Nenhum aspecto pode se levar em conta para praticar um delito como o bullying corporativo. Apesar de ser novidade, o ato é considerado um dano moral passível inclusive de multa e, talvez, de prisão.

As consequências de ansiedade, insegurança, agressividade são avaliadas após um determinado período de insurgência de efeitos diretos das brincadeiras, ataques, provocações, chantagens no trabalho.

É muito complicado lidar com o tema e ter uma jornada dupla: ser uma pessoa por dentro e outra por fora.

Um "drible" para qualquer tempestade o qual ninguém está livre de passar é adquirir determinadas habilidades interpessoais, compreensões de como o diálogo, a harmonia no trabalho e a "volta por cima" chamada de superação trazem mecanismos para o medo perder espaço e a gentileza ganhar terreno. A harmonia, a compreensão de que a não é sua culpa, as suas melhorias contínuas são sim esforços e méritos seus não devem ficar de fora deste apontamento. Valorize-se. Veja que seu brilho não precisa ser apagado para que o brilho do outro ascenda ou fique visível.

O constrangimento psicológico pode mexer com suas afirmações, pode intimidar continuamente suas competências e habilidades que você desenvolve em curto, médio ou longo período de tempo na empresa, de forma intecional ou repetitiva, curta ou longa, em momentos, episódios, travamentos para que o trabalhador não deseja estar onde está, tudo isso faz parte de um dos novos males os quais trago na triste notícia da escrita.

O ser humano é tão bom para o desenvolvimento, sabe ratificar novos projetos, como pode determinar que o mal se desenvolva a essa parte insignificante e tardia que é a prática de comportamentos que excluam colegas de trabalho?

Não se acanhe: busque apoios, suportes, ajuda psicológica e fale para alguém de sua confiança. Você não está sozinha(o) nessa. Não está. Nunca esteve. Sempre poderá contar e ser incluído na equipe promissora e talentosa que se formará no outro amanhã.

Não leve para o coração, use a consciência e suas energias devem ser utilizadas em dar a volta por cima do lado certo.

As incoerências com o presente e o futuro são chaves para que os mesmos agressores consigam palha para que este fogo não apague. Como fazer com que você esteja sempre próximo da água? Como estar vigilante a todo instante para não ser feito de chacota ou esforçado para não parecer inteligente demais? São indicativos que representam interesses no tema, perguntas que aguardam suas respostas e que precisam ser respondidas com sua segurança.

Fique seguro.

Envie para ksthales@gmail.com dúvidas, informações, sugestões e comentários.












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