Quinta-Feira, 26 de Novembro de 2020

Daniel Marx

Pós graduado em criação publicitária e planejamento de propaganda, Pós graduado em Política brasileira e socioeconomia. Com formação em Marketing, Arte Cênica. Consultor Político.
Com diversos cursos na área de produção, direção, roteiro de cinema e TV. Vasta experiência na área de teatro, escritor de diversos livros de auto ajuda, ficção e acadêmico, poeta e roteirista.

Política é muito sério e a sociedade precisa de uma linguagem clara e objetiva.
Arte é algo mágico e necessário e são sobre estes dois temas que sempre vamos falar.

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Imposto sobre livros



 

Uma notícia que saiu essa semana em diversos meios de comunicação e que me deixou bastante preocupado, foi a de que a livraria Cultura estava prestes a abrir falência.

                Não muito tempo vimos a Fnac fechar suas portas e deixar o Brasil, todas as suas unidades foram vendidas para a livraria Cultura, a mesma que agora passa por grande dificuldade financeira.

                Outra gigante das livrarias é a livraria Saraiva que já está em recuperação judicial.

                Em contra mão a isso tivemos outra notícia que deixou a todos em alerta foi a de que o ministro da economia Paulo Guedes declarou que quer taxar os livros pois se tratava de um artigo de elite.

                Pois bem, o senhor Paulo Guedes que acredito nunca ter sido pobre e nunca ter passado fome ou necessidade, não sabe o que que são as necessidades de um pobre.

                Muitas crianças e adolescente que vivem em um país tão desigual como o Brasil e que as vezes só tem uma refeição ao dia, tem uma fuga dessa realidade tão cruel quando se debruça sobre um livro de ficção ou romance, o que as faz sonhar com um mundo melhor ou de aventura.

                Somos um país injusto, de juros extremamente alto, de desigualdade social gigante e de educação desqualificada. Estamos na posição 60 no mundo entre 76 países avaliados em nível de educação.

                Nossos professores não tiveram uma boa base de ensino, nossos alunos não têm uma boa base de ensino. Onde não se investe em educação a criminalidade e a falta de interesse social crescem assustadoramente.

                Os impostos sobre os livros deveriam ser zerados. O incentivo a leitura deveria partir dos administradores do país. A pontuação nas habilidades de leitura no Brasil está parada a quase 10 anos enquanto a de outros países tem aumentado, segundo uma reportagem do portal G1.

                Os autores brasileiros fazem da tripa coração para conseguirem editar seus livros e distribuírem nas livrarias.  Esses profissionais não são reconhecidos e nem respeitados. Suas obras são desqualificadas a cada dia. O patrimônio nacional vem morrendo a cada década. E o esforço de Machado de Assis, Osvaldo de Andrade, Monteiro Lobato, Carlos Drummond de Andrade e tantos outros que outrora fizeram tanto pela literatura nacional, levando o nome do Brasil a outras fronteiras, não imaginariam que o Brasil hoje viraria as costas para a educação e a leitura.

                Milhares de escritores, poetas, compositores e artista em geral no Brasil estão a ponto de entrar em extinção.

                Enquanto as florestas queimam de um lado a arte e a literatura queima do outro.

                Não podemos deixar que queimem nossa cultura, nossos livros, nossas obras, nosso passado, nosso conhecimento e com isso o nosso futuro.

                Um país sem cultura é um país falido, um país sem alma, sem um sorriso no rosto, sem esperança e sonhos.

                Então aos nossos governantes apenas uma frase.

                Os grandes ditadores não conseguiram acabar a arte e a cultura mundial no decorrer da história da humanidade, porque não se acaba com o que é eterno.

               










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