Terça-Feira, 17 de Setembro de 2019

Dhian Carlos Thierizi

Dhian Carlos é um jardineiro iniciante.

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Leia após sair do banheiro



O colchão está apaixonado por mim. Cada dia mais curvado, como se estivesse me abraçando, parece que quer nos transformar em um só. Ou como areia movediça, quer me engolir, levar-me pro seu mundo. Será que por lá tem a tal da felicidade?

Mas Deus! Tirando as suposições, o palpável mesmo é essa maldita dor nas costas.

Estou acordado. Acordado no meu mundo. Que droga!

Visito a cozinha antes do banheiro. Dizem que é errado. Dizem que o certo é escovar os dentes primeiro para que as bactérias possam ir embora ao invés de entrarem em nosso corpo junto com a comida. Mas dizem tanta coisa, não é mesmo?

De qualquer maneira, tomo apenas o resto de uma Coca-Cola sem gás. É como se o diabo tivesse inventado o seu próprio café. Acho que é isso mesmo. A coca sem gás nada mais é do um café frio e levemente adocicado. O café que o diabo passou.

O armário do banheiro está sem o seu espelho. Tenho um menor e por isso ele não fica na altura desejada. Está escorado entre a parede e a torneira da pia. Como sou grande, tenho que ajoelhar para que possa me ver nele. Essa situação forma uma cena engraçada. Talvez triste também. Estou eu rezando para que ele reflita algo mais agradável?

Mas a verdade é que nada muda.

Estou acabado.

A legítima prece que faço é que me dê vontade de cagar antes de tomar banho.

Sou o paraíso das escamações. Rosto, cabelo e barba. Tudo coça. Um amigo fã do Che disse que quando a barba estiver bem grande essa coceira passa. Minha preguiça é tanta que esperarei a confirmação disso. Pomadas se acumulam no armário e não resolvem o problema. São como bisnagas de tinta de um pintor constantemente insatisfeito com seu autorretrato.

Por causa do aparelho, escovar os dentes tornou-se uma atividade muito demorada. É o fio dental, é a escova, é a outra escova, é mais uma escova interdental, é o enxaguante. Lá se vão 15, 20 minutos...

Mas dessa vez não xingo porque foi o tempo necessário para que a vontade de cagar viesse.

Sento no trono. O Rei dos Otários!

Nunca sei se devo descer a cueca na altura dos joelhos ou dos tornozelos. O chão está molhado. A opção mais plausível é até os joelhos. Isso limita o movimento das pernas e o esforço para que o jacaré saia é maior. Isso também não é o fim do mundo.

Muitas coisas passam pela minha cabeça. Você terá várias conversas durante sua vida. Conversará com seus amigos, com sua família, com o seu cabeleireiro, com os bêbados e mendigos da praça, com sua mulher, namorada, amante, com o padre ou pastor, com o taxista, com o seu professor, mas jamais terá uma conversa tão interessante quanto a que tem com você mesmo enquanto caga. Não entendo as pessoas que desperdiçam isso e ficam lendo no banheiro.

Penso se já foi lançado algum livro de autoajuda do tipo “O que Ler Enquanto Cagamos”.

Penso nas mulheres que leem Cinquenta Tons de Cinza.

Cinquenta Tons de Merda.

Termino. Economizo no papel higiênico porque vou tomar banho.

Levo certo tempo até encontrar a temperatura ideal. Uso aquele sabonete bactericida. O shampoo é aquele do Cristiano Ronaldo. Repito a sua famosa frase do comercial. Forço minha barriga a fim de obter o formato do abdômen dele. A única coisa que consigo é soltar um peido. Dou risada com isso.

No canto estão, muito perto um do outro, o rodo e a vassoura. Formam um belo casal. Um dos mais bonitos que já vi. Será que já encontraram a felicidade?

Minha toalha não está lá tão seca e cheirosa, mas cumpre o seu papel. O calção de futebol que visto tem uma mancha. Porra ou pasta de dente. Não sei. Tanto faz.

Entregar-me-ei agora às delícias e desgraças da televisão. Quem sabe mais tarde escreva alguma coisa.










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