Terça-Feira, 17 de Setembro de 2019

Dhian Carlos Thierizi

Dhian Carlos é um jardineiro iniciante.

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O Burro Jogando no Avestruz



Assim como meu pai, eu adorava jogar no bicho. Aquilo tinha algo de malandragem, de sujeira, de romantismo. Naquela tarde joguei uma milhar seca: nº 2003, avestruz, R$ 5,00. Tinha sonhado com uma girafa, mas como não tem, pulei para o próximo animal pescoçudo.

E não é que veio na cabeça?! Ganhei uma nota! Iria pagar as contas atrasadas e fazer uma oficina de escrita criativa, assim que terminasse a oficina de contos. Ganhar foi o pulo do gato pra mim.

Quando fui receber, o Pavão tinha sumido. Nunca soube o verdadeiro nome dele. Tinha esse apelido porque, como todo bicheiro, era extremamente vaidoso. O veado não estava lá. Deixou sua cadeira e mesinha. Na hora me senti um burro. Respirei fundo, recuperei a consciência, clareei minha mente e fui obter informações a respeito daquele cabra. Receber o dinheiro era fundamental. Trabalhava feito um camelo, mas nunca dava conta de todas as contas. Vida de cachorro.

Perguntei nas proximidades. Ninguém disse nada. Todos silenciosos como borboletas. Havia um conchavo, é claro. Se alguém cantasse de galo, acabaria como um peru em véspera de natal. Naquele bairro, quem fosse carneirinho durante o dia, sobreviveria até a noite para contar carneirinhos antes de dormir.

Saí imediatamente de lá. Notei que depois da minha insistência e curiosidade, o ambiente ficou pesado. Alguns elementos me fitavam feito águias e o pior, tinham o tamanho de ursos. Não precisava ser macaco velho pra saber que eu logo estaria no cu do tigre.

Como poderia encontrar o Pavão? Com certeza eu não tinha sido o primeiro a ser enganado nesse esquema. Estava de volta à dura realidade da vida. Cobras comendo coelhos idiotas como eu. Cada macaco no seu galho.

Amaldiçoei o filho da puta. Bufei feito touro bravo. Vi que a vaca estava indo para o brejo na velocidade de um cavalo de corrida. Como último recurso, resolvi ir para a delegacia. Como ficamos cegos no desespero, não é mesmo?

O plano era dar a descrição do Pavão e dizer que fui assaltado na saída do banco. Talvez, com o retrato falado, a polícia poderia localizá-lo. Depois de pego, ele negaria. Eu deixaria de reconhecê-lo durante a identificação.

Ele sairia feliz de lá, sem saber que eu já estaria do lado de fora esperando.

Na fila de espera para fazer o B.O, vi um rosto familiar passar por mim e ir direto para o balcão. Usava um bigode estranho. Parecia postiço. Trazia um sorriso com mais dentes do que um jacaré. Eu sabia muito bem de quem era aquele sorriso. Nem precisava ter memória de elefante para lembrar. O bicheiro safado pediu pelo delegado usando de uma intimidade admirável. Liberaram sua entrada e ele foi direto para a sala que ficava ao lado. Levantei-me e olhei. A porta estava aberta e eles conversavam alegremente. Pavão abriu sua mochila, tirou um pacote e entregou para o porco.

Que covil de leões era aquele! Fui embora. Prometi a mim mesmo que nunca mais jogaria no bicho. Contaria tudo para o meu pai. Além, obviamente, de pedir dinheiro emprestado pra ele.










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