Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017

Ítalo Lima

24 anos. Nasceu em Teresina-PI. Sobrevivente de angústias. Adora escrever sobre a solidão, ex amores, pinta angústias e aflições trazidas no peito. Formado em Publicidade e Propaganda, pós-graduando em Literatura e Linguística. Acredita piamente que somente a solidão te cura do outro. Vende quadros, autor do livro: Quando a gente se mata numa poesia (lançando na Bienal do Rio 2017).

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O dia em que meu namorado me levou para uma casa de swing



Uma vez me falaram que afeto é casa, já outros me disseram que afeto é uma rua  movimentada, independente do que falam, sei que afeto é quando há vida transitando, seja na pele ou na alma. e foi nesse habitar de vida que me vi pela primeira vez com meu namorado numa casa de swing, era um desejo de ambos, era sobre afeto. haviam corpos nus pelo corredores, todos eretos.  a luz  de cada cômodo visível através do vidro cheirava a atrito. ou seja, afeto. fechei os olhos e logo fui despida. meus seios tinham sede. joão vitor sabia bem como acariciá-los. a saliva viva escorria às pressas. era afeto. confirmamos na sincronia exata a inclusão de um outro casal, que também pulsava por afeto. o som do gemido do outro agride de um jeito bom e a nova língua a passear pelos meus seios ditava a pronúncia correta do libido. trocar casais em uma transa é sobre afeto. é sobre ruas que passeiam em nós. cada ato banhado de suor traduzia a vontade reprimida de afeto. a casa molhada chamada corpo já tomada por gozo, tinha nome. o afeto também precisa de corpo. e corpo plural é uma rua repleta de casas nuas. afeto. precisamos visitar o outro sempre. 
 
Ítalo Lima









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