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Domingo, 16 de Janeiro de 2022

Edson Carlos de Sena

Edson Carlos de Sena - psicanalista, psicopedagogo, pedagogo, pós-graduado em Revisão de Texto, biblioterapeuta, estudante de Letras (graduação) e Autismo (pós-graduação), escritor... bemólogo (seguidor e fundador da Bemologia- uma nova "ciência" e uma nova "religião".
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O que vem a ser as pessoas na perspectiva psicanalítica?



Para a psicanálise, antes de mais nada, as pessoas são seres inacabados e que estão sempre em processo de construção e reconstrução. Elas são muito mais que corpos orgânicos, elas são únicas, ou seja, cada pessoa é única. Mas o que mais define uma pessoa na perspectiva psicanalítica é que elas são conduzidas, majoritariamente, por forças das quais ela não tem o domínio: os impulsos e forças do inconsciente. E este inconsciente está repleto de conteúdos que de algum modo foram lançados ali, mas que não estão estáticos, pois forças os lançam para fora, mas sendo que eles não desaparecem por serem lançados para fora. E pelo fato de serem lançados para fora não significa que, quando lançados para fora, eles são sempre visto, pois na maioria das vezes eles passam desapercebidos.

O termo inconsciente na perspectiva psicanalítica é o principal termo para falar sobre o ser humano, pois o inconsciente é o espaço que está dentro e fora do homem. Está dentro, pois está dentro do sistema geral psíquico, mas está fora porque o homem está sempre manifestando seus conteúdos.

Mas falar sobre quem são as pessoas na visão psicanalítica é falar também de humanidade ou de humanização. Sim, humanização, pois o ser humano é portador de uma história que se escreve por um prisma único, o que não significa dizer apenas que somos únicos, o que é a pura verdade, mas significa dizer que o mundo também se torna único para cada pessoa. Cada pessoa tem a forma de experienciar o mundo, e isso significa dizer que também que as experiências de cada pessoa a marca de forma particular, influenciando suas ações e visão sobre a vida, sobre si, sobre os outros e sobre tudo. As pessoas são, na perspectiva psicanalítica, fortes como o ferro, mas também frágeis como um vaso de louça. Tudo depende das partes que forma o todo e o todo que forma as partes, sendo que o todo e as partes não significam, necessariamente, serem as mesmas coisas. Assim, semelhante ao que nos fala Edgar Morin – o arquiteto da complexidade.

Para a psicanálise o homem é força que pulsa, é vida. É complexo, nele há impulsos contrários, como de vida e também de morte. O homem é simplesmente o homem, pois não podemos defini-lo completamente, pois seria necessário um olhar de fora, o que hoje não temos acesso.

Referência

Site do autor: http://eupsicanalista.com.br/

 












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