Quinta-Feira, 6 de Maio de 2021

Victor Barboza

Victor Barboza é fundador da GFC - Gestão Financeira Criativa e atua com Educação Financeira e Gestão Financeira de pequenos negócios

Ver todas as colunas

Os investimentos da década



Mais uma década se foi. Entre 2010 e 2019 tivemos dez anos marcados no cenário externo pela recuperação da crise econômica de 2008 e, no cenário interno, tivemos uma série de acontecimento que movimentaram a economia e a política. E, claro, tudo isso acabou tendo grande interferência no mundo dos investimentos.

Cenário Externo

Vamos começar pelo cenário externo. A crise econômica de 2008 foi responsável por deixar muita gente de cabelo em pé. Bancos quebrando, empresas sofrendo, desemprego e países entrando em colapso foram os pontos negativos. Porém, em paralelo a isso, nascia o Bitcoin. Apesar de sua criação em 2008, e seu lançamento em 2009, foi a década seguinte que trouxe o grande crescimento da criptomoeda.

Para você ter noção do crescimento, de acordo com um relatório do Bank of America Securities, quem investiu US$ 1 em Bitcoin em 2010 teria hoje US$ 90.026. Esta valorização de 9.002.500% dá ao Bitcoin o título de investimento mais rentável da década. Porém, não se esqueça que a criptomoeda teve várias altas e baixas, características de um ativo de renda variável.

Enquanto o Bitcoin teve a maior valorização da década, a maior desvalorização foi do Kyat, moeda de Mianmar, com US$ 1 comprado em 2010 valendo hoje cerca de US$ 0,004.

No mercado de ações, o destaque ficou para as ações dos EUA, com rendimento de 246%. A pior posição ficou para a Grécia, com queda de 93%. No Brasil, o Ibovespa cresceu 57%.

Cenário Interno

O Uol fez um levantamento comparando os principais investimentos da década aqui no Brasil. O campeão foi o ouro, com 234%.

Na segunda posição aparece o Certificado de Depósito Interbancário, o CDI, taxa usada em diversas aplicações da renda fixa. Apesar da taxa terminar a década puxada para baixo, por conta da Selic, em boa parte da década as taxas de juros estavam elevadas, o que resultou num crescimento total de 153%.

Na terceira posição aparece o dólar com 142%. Na quarta posição aparece mais um investimento de renda fixa: a Caderneta de Poupança, com valorização de 88%, mais um ativo que teve um valor acumulado expressivo, mesmo com o fechamento da década com índices baixos.

Na quinta posição aparece mais uma moeda, o Euro, com valorização de 85%. E em sexto lugar, aparece o Ibovespa, com 57%. Neste caso, vemos o oposto dos ativos de renda fixa, que tiveram bons resultados mas fecharam a década com taxas mais baixas. No caso das ações, a bolsa começou a se aquecer no final da década.

Para você ter um parâmetro, a inflação da década (IPCA), foi de 74%. Isto mostra que o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores brasileira perdeu para a inflação, o que mostra um ganho real negativo. Isso mostra que, apesar de não ter sentido tanto a crise de 2008, o país passou por uma década bem delicada, com uma crise interna, marcada por uma Selic começando a década com taxas muito elevadas, e, com o governo não conseguindo acertar nas políticas econômicas para reverter isso, o que acabou afetando diretamente o mercado de capitais.

Ações

Conforme dito anteriormente, na década 2010-2019 o Ibovespa teve um crescimento de 57%. Este índice é composto pelas principais ações negociadas na bolsa de valores brasileira. Se formos olhar ação por ação, o Estadão elaborou o ranking das maiores altas é: Sanepar (1.533,27%), Comgás (1.331,89%), Alpargatas (1.226,62%), RaiaDrogasil (1.225,09%), Eztec (1.220,14%), Equatorial (1.1143,69%), Lojas Renner (987,42%), Localiza (921,90%), Unipar (726,01%) e Taesa (709,98%).

Fundos

O Uol também fez um estudo sobre o desempenho dos fundos de investimentos na última década. O fundo campeão foi o AZ Quest Small Mid Caps FC FIA, com valorização de 539,14%, seguido pelo Icatu Vang FC de FI Inflação RF LP (286,95%) e Sul America Inflatie FI RF LP (271,01%).

Isso mostra que o fundo campeão apostou nas small caps, ações de empresas de baixa capitalização. Já o segundo e o terceiro colocados tinham carteiras voltadas em títulos de renda fixa de longo prazo, com foco em superar a inflação.

E você, apurou os resultados das suas aplicações na última década? Já sabe onde vai investir nesta década? Monte sua estratégia de investimentos, lembrando sempre do tripé Risco-Liquidez-Rentabilidade. Diversifique, tenha objetivos por trás dos investimentos e lembre-se que retornos do passado não são garantias de retornos no futuro.










Imóveis em São Roque

Apartamentos

Áreas Industriais

Casas

Chácaras

Comercial

Condominios

Fazendas

Haras

Sítios

Terrenos

Anuncie seu Imóvel

Além de consumir o serviço de Aluguel de louças para festas.

Quando se pensa na realização de um evento social, seja ele uma festa familiar ou uma recepção empresarial,Aluguel de louças, a preocupação com a aquisição dos pratos, talheres e outros equipamentos a serem usados é grande. Além de consumir bastante tempo, o custo e a logística de obtenção dos mesmos é significativa.

Aluguel de louças para festas Moema, a preocupação com a aquisição dos pratos, talheres e outros equipamentos é significativa.



Dogus Comunicação

Sobre a Dogus Comunicação  |   Política de Privacidade  |   Receba Novidades  |   Acesse pelo Celular

Melhor Visualizado em 1200x900 - © Copyright 2007 - 2021, Dogus Comunicação. Todos os direitos reservados.