Site: www.eupsicanalista.com.br Faz atendimentos psicanalítico online."/>

Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2021

Edson Carlos de Sena

Edson Carlos de Sena - psicanalista, psicopedagogo, pedagogo, pós-graduado em Revisão de Texto, biblioterapeuta, estudante de Letras (graduação) e Autismo (pós-graduação), escritor... bemólogo (seguidor e fundador da Bemologia- uma nova "ciência" e uma nova "religião".
Site: www.eupsicanalista.com.br Faz atendimentos psicanalítico online.

Ver todas as colunas

Pedagogia do Dano, da Premiação e do Diálogo



 

A história da educação brasileira e mundial é marcada por práticas que sucedem uma a outra com objetivos de aperfeiçoamento dentro de contextos específicos. Várias ideologias marcam essa história. Mas, sinteticamente, falaremos neste texto sobre três modos do fazer pedagógico, dois que marcaram culturalmente toda a história da educação (Pedagogia do Dano e Pedagogia da Premiação), seja ela sistemática ou assistemática, e uma nova maneira (Pedagogia do Diálogo), chamamos de nova não pela temporalidade, mas pelo significado evolutivo que ela tem. Talvez não encontraremos assuntos com essas nomenclaturas (Dano, Premiação, Diálogo), mas implicitamente elas estão em vários documentos de estudos, claro que em perspectivas diferentes da que aqui propomos.

Mas o que vem a ser essas pedagogias? Esclareceremos o que elas são a partir de agora.

 

Pedagogia do Dano

 

Pedagogia do Dano é aquela que propõe a educar através da imposição de retaliação caso a ordem não seja cumprida. Ou seja, se não for feito o que é esperado, idealizado, uma punição será aplicada a quem não obedeceu à ordem. Isso independente, muitas vezes, das condições físicas, emocionais, intelectuais de quem desobedeceu. Isso é o que vemos, por exemplo, nas histórias religiosas. Outro exemplo muito comum é a mãe ou o pai que castiga de algum modo o filho (a) por algum “erro” que este (a) cometeu. Ou seja, tira algo do filho (a), como: Não ver TV, não usar o celular etc.

No ambiente escolar isso também foi e ainda é uma prática. Hoje de modo diferente do que foi anteriormente. Hoje a punição pode ser moral, isso é uma desqualificação diante dos outros.

Podemos também falar da punição dos infratores na justiça brasileira, em que mesmo que na Constituição Brasileira fale em reabilitação do encarcerado, no entanto não é o que vemos. Pois pessoas ficam enjauladas em multidões como bichos. É a condenação pela condenação.

 

Pedagogia da Premiação

 

Pedagogia da Premiação é aquela que propõe educar por meio de dar algo em troca da ação desejada e/ou esperada de um indivíduo. Podemos ter como um exemplo: o pai ou a mãe que promete um presente específico se o filho ou a filha passar de ano na escola, ou seja, passar para o ano escolar seguinte. Mas a Pedagogia da Premiação está ativa de modo consciente e de modo inconsciente na sociedade. Podemos ver na sociedade atual a premiação moral a um indivíduo ou grupo que faz algo aplausível.

Essa pedagogia é muito comum e é a mais aceita pela sociedade. E ela é realmente muito superior a Pedagogia do Dano. Mas é importante entendermos que a Pedagogia do Dano e a Pedagogia da Premiação são importantes, porém o problema está na dosagem que delas são colocadas. E, muitas vezes, podemos compreender que elas não são coerentes e eficazes para o desenvolvimento sadio de uma pessoa, principalmente das crianças e dos adolescentes. E veremos que há uma pedagogia ainda mais desenvolvida e capaz de junto com a Pedagogia do Dano e Pedagogia da Premiação proporcionar mais desenvolvimento cognitivo, social e emocional para os indivíduos de um modo geral. Estamos falando da Pedagogia do Diálogo.

 

Pedagogia do Diálogo

 

A Pedagogia do Diálogo é a forma mais evoluída nos campos das pedagogias, ou seja, no campo da educação humana. Pois ela propõe a relação sadia entre duas esferas: a minha e a do outro ou dos outros. Para que essa relação seja realmente sadia temos que observar alguns pontos necessários. Vejamos alguns deles.

Quem é o outro? Ou seja, quais suas capacidades emocionais, cognitivas e afetivas? Por exemplo: é uma criança? Se é, então quais suas capacidades? Em que contexto socioeconômico ela está inserida? Diante disso, tenho que planejar meios para que ela possa se expressar da melhor forma possível.

Podemos colocar um outro ponto muito importante: o dar poder ao outro. Na Pedagogia do Diálogo, temos de dar poder a quem não tem, para que o diálogo possa realmente acontecer. E isso exige, muitas vezes, um esvaziamento de si. É necessário usar sempre uma linguagem acessível. É preciso nunca classificar pejorativamente o outro.

O ponto final a ser observado é que a Pedagogia do Diálogo é um espírito a ser vivido e não mais uma fórmula ou método a ser seguido. Nesta pedagogia a busca por aquilo que chamamos de humanidade (ser humano) tem que ser a meta alcançada, mas humanidade no sentido das coisas superiores que podemos desenvolver, como o amor e a caridade em seus significados mais profundos e mais evoluídos.

 

Objetivo deste Texto

 

A Implementação da Pedagogia do Diálogo nos ambientes coletivos, principalmente nas escolas. Para isso é necessária a aceitação dos docentes, dos discentes e de todos que compõem a instituição escolar. Isso para que, de verdade, essa pedagogia superior possa ser vivida. Mas essa pedagogia deve ser levada também para todos os ambientes, pois é uma nova maneira de ver a vida.

 

Por: Edson Carlos de Sena – Pedagogo, Psicopedagogo, Psicanalista

E-mail: edsoncarlosson@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 












Dogus Comunicação

Sobre a Dogus Comunicação  |   Política de Privacidade  |   Receba Novidades  |   Acesse pelo Celular

Melhor Visualizado em 1200x900 - © Copyright 2007 - 2021, Dogus Comunicação. Todos os direitos reservados.