Quarta-Feira, 1 de Dezembro de 2021

Thales Kroth de Souza

Thales Kroth de Souza é profissional de serviços financeiros, Tecnólogo em Gestão Financeira pela Unisinos, Técnico em Contabilidade, Bacharelando em Administração, Colunista em sites sobre finanças, tecnologia e relacionamentos.

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Prestação de contas e o risco de imagem



Quando a consequência de ajuste fiscal começa a se espalhar para os usuários no sistema financeiro, os preços começam a fazer efeito no bolso dos cidadãos, e os impostos começam a ficarem mais salgados. São diversos sentidos que as flutuações podem levar as famílias a ter perdas e ganhos, mas a principal consequência está diretamente relacionada nas prestações de contas: alguém sempre paga essa conta.

Na disciplina de finanças, há um conteúdo importante e que mede algumas capacidades de empresas e pessoas que são os riscos de créditos. Existem alguns conhecidos como o de mercado (sistema), crédito (capacidade de pagamentos), liquidez (facilidade de compra e venda, enconta-se principalmente no mercado acionário), e desconhecidos como o colateral, normalmente em empresas que fazem o rating de clientes e de usuários como as sociedades de crédito que medem empresas, mas não possuem nenhuma ligação para o conflito de interesses e órgãos de proteção ao crédito como Serasa e Boa Vista, conhecidas dos brasileiros.

Há um risco chamado de imagem que refletem diretamente nas parcerias e alianças que empresas formam, mas também podem ser afetadas por comportamentos corporativos, seja de agentes internas ou externos, ou alguma informação relevante que prejudique à atenção de clientes e investidores.

Provavelmente, existem diversos casos exemplificados, um deles é o caso da Petrobrás, que teve ações cotadas em mais de R$22,00 em setembro de 2014 e chegou a atingir menos de R$5,00 em janeiro e fevereiro de 2016. Parecem datas, períodos de tempo distintos, mas as consequências de Operações de combate à corrupção mostrando os rastros, as depradações nas atividades da estatal, afetaram-na negativamente.

É estranho (soa pelo menos) o pensamento de que ações que possuem alvo o combate de fraudes, esquemas de caráter duvidoso e que prejudicam o país com base em recursos desviados, podem sujar a imagem em um todo. A ideia de combater deveria ter sentido contrário, trazer mais segurança, de que possui poderes que se manifestem a favor para que siga soluções para que agentes públicos e privados não continuem no mesmo caminho.

O teor dessa conversa podia ser uma resposta mais contundente, se a democracia fosse realmente respeitada e a liberdade de expressão não estivesse sofrendo entraves em diversas instâncias, pois não é justo prisões de comerciantes que desejam manter seus comércios e serviços ativos para sobreviverem à crise instalada pela continuidade do isolamento social, enquanto condenados em segunda instância podem viajar ao exterior. Não possui cabimento algum.

As empresas investigadas bem como as pessoas integradas nessas empresas não deveriam sofrer demissões, pois elas não possuem poder de gestão relacionado e as empresas se tornaram reféns de comportamentos de maus usuários, a justiça deveria ter integrado a si mesma a empresa como pagamento de restituição ao erário público pelos bilhões desviados. Essa conduta não satisfatória, mostrando também que o crime pode ser compensatório, não é alinhado ao que a sociedade pensa e sente, aí mais ações de entes públicos deveriam fazer a diferença para manter a economia ativa e não fazer que os impactos de corrupção tornem-se negativos.

Desde quando fazer o mal é bom. Jamais será. O que preza a índole, o caráter e a boa-aventurança moderna, pois em tempo passado era o seu sobrenome como vínculo limpo pela honestidade que se passava, hoje está no alcance que ele pode chegar. Isso não é certo, nem justo. É difícil quantificar a boa governança de organizações, mas é simples quando se avalia atitudes, procedimentos e ações que foram feitas. Assim foi feito para a moderna avaliação de risco de crédito que demonstrará juros mais baixos para pagadores pontuais, são inovações necessárias e todas elas estão direcionadas com o risco de imagem.

A conclusão para que o mercado financeiro não afete negativamente as pessoas de acordo com os ajustes que ocorrem naturalmente está no prosseguimento de ações as quais estimulem o próprio mercado e seu aquecimento. Para investidores sentirem o ânimo do crescimento e clientes o do desenvolvimento, o risco de imagem está totalmente positivo, o as contas estejam calibradas ao mesmo passo.

Envie para ksthales@gmail.com dúvidas, informações, sugestões e comentários.












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