Quinta-Feira, 24 de Setembro de 2020

Victor Barboza

Victor Barboza é fundador da GFC - Gestão Financeira Criativa e atua com Educação Financeira e Gestão Financeira de pequenos negócios

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Qual carro comprar pensando no seu bolso?



Infelizmente vivemos em um país onde, em boa parte das cidades, apenas o transporte público não satisfaz todas a condições dos usuários. Seja pela falta de ônibus, trens ou metrô ou pelo tempo de locomoção, muitas pessoas acabam precisando de meios de transporte alternativos.

Num primeiro momento, as opções acabam sendo o veículo particular ou os táxis. Porém, estes últimos, pela falta de praticidade e pelos custos, acabam sendo utilizados apenas em situações pontuais. Porém, com o surgimento dos aplicativos de transporte, como Uber, 99 e Cabify, muita gente passou a utilizá-los com maior frequência.

Mas o veículo próprio ainda acaba sendo uma necessidade e um desejo de muita gente. De acordo com um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o carro próprio é o terceiro sonho mais citado pelos brasileiros, ficando atrás apenas de viagens internacionais e viagens nacionais.

Porém, para muita gente este sonho, depois de realizado, acaba virando um pesadelo, por conta dos gastos que acabam vindo juntos. Prestações, combustível, IPVA, seguro, pedágios, manutenção e multas são alguns dos exemplos que mostram que ter carro próprio exige um planejamento em paralelo com o orçamento mensal e anual.

Confira abaixo alguns pontos que listamos para te ajudar a escolher qual carro comprar, pensando não apenas no seu carro dos sonhos, mas sim, naquele que trará menos problemas para as suas finanças.

1)      Você realmente precisa do carro?

O primeiro questionamento é o de verificar a real necessidade do carro. Muitas vezes somos induzidos por propagandas que podem nos levar a comprar algo apenas pelo impulso. Antes de comprar o carro, entenda qual é a sua rotina de locomoção. Quanto você percorre por dia/semana/mês, quais são as outras opções disponíveis (transporte público, aplicativos, aluguel de carros, caronas). Avalie o custo-benefício de cada uma delas.

2)      Carro próprio não é investimento

É muito comum ouvir pessoas que dizem que estão investindo no carro próprio. Se você não utilizar do carro para fazer seu serviço (por exemplo motorista), lembre-se que o seu carro não é um ativo (algo que te gere dinheiro), mas sim um passivo (te gera obrigações). Além do custo de aquisição, você terá despesas mensais e anuais.

3)      Qual o seu orçamento para a compra e a manutenção do carro?

Antes de já pensar no modelo que você deseja comprar, é importante você olhar o seu orçamento mensal e ver quanto você consegue arcar com novas despesas, relacionadas ao carro. Se você não tiver uma “folga” no orçamento para estes gastos, é melhor você postergar a aquisição.

4)      Você consegue comprar o carro à vista ou precisará pagar de forma parcelada?

Se possível, busque comprar o carro à vista, pois esta condição de pagamento dá desconto no valor total e você não precisará comprometer os meses futuros do orçamento. Caso você não tenha condições da compra à vista, faça uma pesquisa das opções disponíveis: financiamentos em instituições financeiras e consórcio. Esta última pesa menos no bolso, porém pode levar um pouco mais de tempo para você conseguir adquirir o bem. No financiamento, apesar do carro já ser adquirido imediatamente, você terá que arcar com juros, que farão você gastar mais do que o carro realmente vale. Mesmo que você não tenha dinheiro suficiente para a compra a vista, se esforce para juntar dinheiro para dar uma boa entrada no financiamento ou para dar lances no consórcio.

5)      Pesquisando marcas e modelos

Uma vez que você já está certo(a) a comprar um carro, chegou a hora de pesquisar qual marca e modelo comprar. Faça uma pesquisa sobre carros mais indicados, marcas mais bem avaliadas e o custo-benefício e coloque isto numa lista ou numa planilha, para você ir comparando aos poucos. Além dos portais e blogs especializados em veículos, conversar com conhecidos também é sempre uma boa opção. Se possível, faça o test drive para conhecer melhor os modelos e evite comprar o carro até que sua comparação esteja completa!

6)      Quanto custa a manutenção?

Na hora da pesquisa, não olhe apenas os valores dos veículos, mas também os custos e as frequências das manutenções. Nos sites das concessionárias costuma ter o plano de manutenção. Verifique também em portais especializados em carros, em grupos e fóruns nas redes sociais e até no Reclame Aqui como estão as reclamações sobre eventuais problemas e falhas.

7)      Quanto custa o IPVA?

Uma vez que você tem um carro, anualmente você terá que arcar com o Imposto sobre Propriedade Veicular Automotiva. O imposto é de responsabilidade dos estados, sendo que cada um deles determina a alíquota cobrada. Dessa forma, consulte para o seu estado qual é este valor. A alíquota costuma incidir sobre o valor da tabela Fipe.

8)      Quanto custa o seguro?

Se acordo com a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, apenas 30% dos carros que circulam no Brasil contam com seguro. O seguro pode parecer só mais um gasto, num primeiro momento, porém ele é um mal necessário para evitar o risco de termos gastos elevadíssimos com eventuais problemas. Quebra do carro, acidentes por causas naturais, acidentes entre carros (causados por nós ou por terceiros), acidentes envolvendo pedestre ou ciclistas. Estamos sujeitos o tempo todo a estes eventos, e, o seguro aparece justamente para nos amparar. Por isso, faça uma pesquisa sobre as seguradoras, buscando escolher a de melhor custo-benefício.

9)      Qual o consumo do carro?

Cada carro tem um consumo diferente. Antes de decidir sobre qual carro comprar, levante o consumo que cada um dos modelos que você está interessado faz. Se ele for flex, compare o desempenho com os dois combustíveis, álcool e gasolina. É importante você fazer essa comparação dentre a categoria que você está comprando, pois uma pequena diferença no consumo pode representar uma grande diferença de gastos ao longo do tempo.

E lembre-se: não é porque o preço do álcool é mais barato que ele custa menos para o seu bolso. É importante avaliar a relação de desempenho, para ver qual combustível compensa mais. Existem algumas opções de comparação disponíveis na internet.

10)   Não considere apenas o carro zero

Muita gente, na hora de pensar em comprar um carro, considera apenas o carro novo, 0 km. Se por um lado o cheirinho de carro novo é muito bom, por outro ele acaba custando mais no nosso bolso. Pesquise também opções de carros seminovos. Nestes casos, verifique qual a quilometragem do carro, como estão as manutenções e quantos donos o veículo teve. Uma boa opção é olhar nas revendedoras de seminovos das locadoras de veículos.

11)   Saiba todos os gastos que o carro pode te gerar e tenha reservas

Não se esqueça que além dos gastos que já citamos, como combustível, parcelas, manutenção e IPVA, um veículo pode ter outros gastos, como estacionamentos, pedágios, mensalidade de dispositivo eletrônico para passagens automáticas (Sem Parar, Conectcar, Veloe), lavagens, pequenos consertos e franquia do seguro, acessórios e multas. Alguns desses gastos são mensais e outros esporádicos, por isso, é importante você ter um orçamento e uma reserva para quando tiver alguns dos gastos esporádicos.

12)   Próxima troca

E não se esqueça, infelizmente o carro é uma máquina e ele não dura para o resto da vida. Com a depreciação, aos poucos o carro vai perdendo desempenho e gerando problemas. Então, se possível, já vá separando um dinheiro para a troca ou para consertos maiores, pois uma hora ou outra eles poderão aparecer.

Respondidas todas estas questões, você terá mais artifícios para tomar uma decisão mais racional sobre qual carro comprar pensando no seu bolso.

 

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