Quarta-Feira, 18 de Maio de 2022

Pedro Fagundes de Borba

Estudo ciências sociais na Universidade do Vale do Rio dos Sinos; escrevo para portais; me chamo Pedro Fagundes Borba.

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Simão Bacamarte cientista



  Em seus estudos, o doutor Simão Bacamarte se debruçou sobre o estudo da loucura, determinado a compreendê-la, tendo estudado na Europa, e voltado para Itaguaí clinicar, para curar a doença, sob aquela população. Fundou a casa verde, para receber os doentes.

  Foi realizando seus estudos, colocando os pacientes, após diagnóstico, sempre intrigado sobre que é a loucura, completamente obcecado, sem outros objetivos, tendo também esposa que não poderia lhe dar filhos. Completamente absorto na ciência, avançava sempre com esta visão, completo positivista, sempre se guiando pelo que a análise científica mostrava, ela sempre seguindo.

  Nisto foi ficando cada vez mais convicto de ver os problemas das pessoas, colocando cada vez mais à força pacientes, levando grande parte da população de Itaguaí para lá, gerando revolta, a dos canjicas, lideradas pelo barbeiro deste apelido. Assim foi perdendo força, liberando muita gente lá colocada por seus diagnósticos.

  Vendo a situação, enfraquecido, com a loucura alheia posta em xeque, desconfiou de si, da própria lucidez. Trancou-se e passou a se estudar, querendo assim desvendar a loucura, entender o que era, para como curar, morrendo dezessete meses. Foi enterrado com muita pompa e rara solenidade.

   Com seu complexo e irônico pensamento, sempre vendo profundamente o que fala e enxerga, Machado de Assis cria o conto completo, passando pelo personagem, o remetendo tanto a pessoas quanto a suas ações filosofias, às relações destes seres o que os cerca, com o que lhes existe externamente. No caso de “O alienista”, acima resumido, narra, como terceira pessoa, sobre Simão Bacamarte, Itaguaí e a casa verde, falando sobre o personagem, sua obsessão em entender e curar a loucura, vivendo assim, para isto se dedicando, com isto onipresente com tudo e todos que se relaciona e faz associado a critica ao cientificismo em voga na segunda metade do século XIX, que caracteriza Bacamarte, uma de suas notáveis características, sendo um dos atores que faz isto ocorrer, levando a existência várias das composições cientificistas, fazendo os outros sofrerem com isto, tornando algo concreto. Fala das ações de um alienista, mostrando sua composição, demonstrando o conceito de loucura, suas complexidades, seu vazio cientificista; Machado como autor vivo, palavras que levantam.












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