Terça-Feira, 17 de Setembro de 2019

Tania Menegusse

Licenciada em Séries Iniciais do Ensino Fundamental possui MBA em Gestão Educacional e Especialização em Informática na Educação, atua há 9 anos como professora e, atualmente, leciona e oferece assessoria educacional. Tem fascínio pela literatura, filosofia, sociologia, e acredita que os saberes partilhados, promovem a construção de novos conhecimentos e auxiliam a evolução social.

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Terras Indígenas



Cortes de direitos civis, construção de muros gigantes para bloquear fronteiras, aprisionamento de seres humanos inocentes (inclusive crianças) em grades, crises humanitárias, censura, extremismo, aumento da violência em níveis catastróficos... Descrevendo assim não parece o cenário de um filme apocalíptico? O progresso evolui, gradativa e perigosamente à desordem e retrocesso, em níveis estratosféricos.

O que é pior do que demarcar terras indígenas? Isso mesmo, retirar a demarcação e ceder as reservas ambientais, para madeireiras. Sabe o que isso significa? Que o europeu chegou, escravizou índios nativos, roubou suas madeiras (desde sempre), assassinou crianças, envenenou e adoeceu propositalmente os nativos, incendiou aldeias... Aí você pensa: “Poxa! Mas isso foi em 1500.” Não! As invasões VIOLENTAS de terras indígenas AINDA DEMARCADAS aumentaram 150% (CENTO E CINQUENTA POR CENTO), desde outubro de 2018 (coincidentemente o período em que Jair Bolsonaro ganhou a eleição presidencial).

Aliás, não é coincidência! No dia 19/06/2019 o Presidente editou uma medida provisória que devolveu a demarcação de terras indígenas para o Ministério da Agricultura, que “é o órgão do governo federal responsável pela gestão das políticas públicas de estímulo à agropecuária, pelo fomento do agronegócio.” Não é brincadeira! Essa descrição está no site oficial do Governo! Faz algum sentido? Dois terços do desmatamento é resultado de práticas agrícolas, ou seja, quase 70% (SETENTA POR CENTO), segundo o Anuário Trase 2018. E o Ministério, que estimula esses serviços, agora é responsável pela demarcação de terras indígenas. Não sou especialista, mas não teria de ser alguém imparcial, para fazer esse tipo de avaliação?

Eu sou fruto da miscigenação. Sabe o que isso significa? Exato! Que minha herança genética é composta da mistura de brancos, negros e indígenas, formada por fragmentos. Porém, minha origem não veio de uma linda história de amor e aventura vivida no seio da floresta, a realidade é que eles foram escravizados, minhas ancestrais foram separadas de suas famílias, estupradas, espancadas, açoitadas e forçadas a abandonar seus filhos. Em minhas veias corre o sangue da tristeza decorrente da violência, da atroz selvageria, da pura barbárie que o ser humano é capaz de cometer, contra seu semelhante.

No mundo ocidental o óbvio sempre teve que ser defendido. Não é absurdo? Não é surreal pensar que, depois que tudo que esse povo passou, você deva ter de chegar pra um cidadão, e dizer: “Olha... Talvez a demarcação de terras indígenas deva ser mantida, porque é o mínimo, do mínimo, DO MÍNIMO, que podemos fazer pelos poucos sucessores dos donos da terra que restaram, graças à intervenção do europeu no Brasil” – E mesmo depois de você dizer isso, tem de ouvir em resposta: “Ah! Mas os índios não trabalhavam na terra, e hoje eles tem computador e acesso à internet... Até usam roupas! Que índio é esse?!”

Esse indígena, meu amigo, é o dono original da terra que você pisa hoje. Seus ancestrais passaram por todos os sofrimentos, que foram citados anteriormente. Nós devemos à eles, MUITO MAIS do que apenas acesso ao computador. Se por acaso, hoje, devolvêssemos o Brasil aos índios, com tudo de tecnológico e ocidental que construímos aqui, ainda estaríamos em dívida, porque foram séculos de abuso e invasões!

O fato de ele fazer uso de tecnologias não anula a sua condição de índio e DONO DA TERRA, assim como o fato de você pensar essas coisas, não anula a sua condição de ser humano “racional”.










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