Quinta-Feira, 19 de Setembro de 2019

Pedro Fagundes de Borba

Estudo ciências sociais na Universidade do Vale do Rio dos Sinos; escrevo para portais; me chamo Pedro Fagundes Borba.

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Tomaram



    Os irmãos, Irene e o narrador, tinham muito da sua vida na casa. Guardava lembranças dos bisavôs, do avô, dos pais e de suas infâncias. Por isso, gostavam dela. Ambos tinham ali uma vida bastante regular, casa aonde poderiam morar oito pessoas sem aperto, levantando às sete da manhã, limpando matinalmente, o irmão ia para a cozinha por volta das onze, deixando Irene cuidando dos últimos aposentos, almoçavam ao meio dia e então nada mais sobrava além de alguns pratos sujos para lavar. Chegaram a acreditar que ela os fizera se casar, puro e simples. Era o fecho da genealogia dos bisavôs, acreditavam. Irene tricotava sempre coisas úteis. Viviam quase sempre em um lado da casa, que era grande. Agora iria ser demolida. 

    Tudo começou numa noite em que Irene, tricotando em seu quarto, às oito da noite, o narrador teve a ideia de esquentar água para o mate. Quando se dirigia à cozinha, ouviu um barulho, da sala de jantar ou da biblioteca, um barulho. Chegava impreciso e surdo, logo depois acontecendo no fundo do corredor, que levava de lá até a porta. Fechou, antes que fosse tarde demais. Quando foi para a sala, com o mate, falou para Irene que a parte de trás havia sido tomada. Ela pergunta se tinha certeza. Ele confirma. 

    Acharam penosos os primeiros dias, pois naquela parte da casa estavam muitas das coisas de que gostavam. Ele, por exemplo, seus livros de literatura francesa e seu cachimbo de zimbro. Irene, de certas toalhinhas, pantufas e um frasco de hesperidina. Mas tiveram também alguns proveitos. A limpeza se simplificou, bem como os cuidados em geral com a casa. Ela tinha mais tempo para tricotar, ele começou a apreciar os selos do falecido pai. Divertiam-se bastante. Surgiu uma rotina. Os barulhos voltam, tomando outras partes da casa. Ao final, vão embora de lá. Ele tranca a porta e joga a chave no bueiro, garantir que ninguém entraria na casa tomada.

    Julio Cortazar possui estilo bastante particular, sendo complicado de contar suas histórias fora do mesmo. Valem a pena por serem bastante belos bem como interessantes de se olhar o mostrado. No caso do conto acima resumido, "Casa tomada", falando desta história entre os dois irmãos, morando juntos em uma casa da qual compartilhavam longa linhagem comum, e que, após anos vivendo ali a perdem. É bastante difícil expressar o que aquilo expressa, pois tudo é bastante específico, algo complexo. Mostra, essencialmente, dois indivíduos vivendo e perdendo toda a vida que imaginaram, encarando sua situação de maneira particular, enfrentando e seguindo adiante da melhor forma possível, com a casa tomada. Só não se sabe pelo que mas foi tomada para eles. 










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