Terça-Feira, 17 de Setembro de 2019

10/3/2008 - São Roque - SP

Estado testa cultivo de uvas para vinho




Se depender do entusiasmo de produtores de uva e vinho de São Paulo, no médio prazo os consumidores locais terão à mesa a bebida fabricada com espécies finas cultivadas em solo paulista. Cabernet sauvignon, merlot, chardonnay e chiraz são algumas das variedades em teste no Estado. Iniciativas de associações de agricultores e produtores de vinho, pesquisadores, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do governo estadual, prefeituras e sindicatos buscam revitalizar a vitivinicultora paulista e agregar valor à produção de uva e vinho.

Caso tenham sucesso, essas ações vão colocar o Estado no circuito dos produtores de vinhos finos no País, privilégio hoje de regiões como o Rio Grande do Sul. Os resultados positivos dessas empreitadas deverão gerar um aumento de renda para os agentes da cadeia produtiva e ainda poderão fixar mais pessoas ao campo. Boa parte dos vitivinicultores é formada por famílias que produzem artesanalmente em pequenas propriedades que se espalham por todo o Estado. Atualmente, grande quantidade da bebida fabricada em São Paulo é de uvas rústicas ou de matéria-prima 'importada', principalmente do Sul do Brasil.

Dentre o leque de ações que pretendem revitalizar a vitivinicultura paulista está um projeto que mobiliza importantes institutos de pesquisa, a Fiesp, prefeituras de quatro municípios, o Sindicato da Indústria do Vinho de São Roque e a entidade SP Vinho: o programa "Revitalização da Cadeia Vitivinícola: sustentabilidade, governança e competitividade", que tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e entrou na segunda fase este ano. Na primeira etapa foram disponibilizados R$ 50 mil e para a seqüência serão outros R$ 210 mil.

A pesquisadora científica do Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão ligado a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, Adriana Renata Verdi, afirma que o objetivo é analisar toda a cadeia de produção do vinho e encontrar soluções para gargalos que interfiram na fabricação do produto no Estado. "Já identificamos que um dos obstáculos é a produção de uvas viníferas", diz. Ela complementa que outro problema é o custo da terra. "A pressão imobiliária acaba com a sustentabilidade do pequeno agricultor", aponta.

Adriana descreve que o projeto hoje tem três frentes de trabalho: uma trata do levantamento estatístico da cadeia produtiva; a outra trabalha com 12 variedades de uvas de qualidade e a terceira classifica os vinhos produzidos nos municípios que estão no programa - Jarinu, São Miguel Arcanjo, Jundiaí e São Roque. A pesquisadora diz que a última fase será mostrar caminhos e políticas públicas para o setor. "Uma medida prática que está sendo viabilizada a partir do projeto é a abertura de uma linha de crédito para a vitivinicultura por meio da Nossa Caixa", revela.

Experimental
Na região de Campinas, há ações realizadas por grupos de produtores que já fazem de forma experimental vinhos com variedades de uvas finas européias. Um exemplo é o da Associação dos Vitivinicultores de Vinhedo (Avivi) que há dois anos começou um projeto piloto em sítios e bodegas do município. O presidente da entidade, Adilson Amato, afirma que a fabricação ainda é limitada, mas há potencialidade para crescer. "Os vinhos finos irão agregar valor à produção das bodegas e propriedades rurais que hoje fabricam vinhos comuns e sucos", aposta Amato.

Ele detalha que estão plantadas nos sítios dos associados 4 mil mudas de uvas viníferas, como a shiraz e a cabernet sauvignon. O presidente da Avivi comenta que em uma das propriedades foi possível colher material que rendeu entre 300 e 400 litros de vinho fino. "O resultado final foi satisfatório. Mas sabemos que é preciso avançar muito para ter um produto para comercializar em prateleiras", diz. Amato afirma que a intenção do grupo não é produzir em larga escala, mas aproveitar o turismo rural para agregar valor aos negócios dos vitivinicultores. "As propriedades são pequenas e o nosso objetivo é vender esse vinho dentro dos sítios e das propriedades das famílias que produzem vinho", pondera ele.

Fonte: Cosmo On Line



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